🌋 A Vila Viking, Fiordes do Leste e a Chegada a Marte
📅 4 de Setembro de 2026Depois da magia do gelo glaciar do dia anterior, acordámos no acampamento na zona de Höfn prontos para uma mudança drástica de cenário. O plano de hoje era devorar quilómetros, deixar a costa sul para trás e subir em direção ao norte selvagem da Islândia.
Guerreiros na Vila Viking e Ovos Gigantes
A primeira paragem do dia fez as delícias do nosso imaginário nórdico: a Vila Viking (em Stokksnes). Embora seja, na verdade, um cenário abandonado construído para um filme que nunca chegou a ser gravado, passear por entre aquelas casas de madeira com telhados de turfa, tendo as montanhas afiadas de Vestrahorn como pano de fundo, faz qualquer um sentir-se um autêntico descobridor dos mares gelados.
De volta à Route 1, a condução ao longo da Costa dos Fiordes do Leste é dramática e serpenteante, com montanhas imponentes a caírem a pique diretamente no oceano. Fizemos a primeira paragem técnica na pequena e pacata vila piscatória de Djúpivogur. Aproveitámos para esticar as pernas junto ao porto e apreciar a Eggin í Gleðivík, uma obra de arte ao ar livre muito peculiar, composta por 34 ovos de granito gigantes, cada um representando uma espécie de ave local.
🚙 O Passo de Öxi e o Regresso ao Porquinho
Em vez de seguirmos a longa curva costeira da Ring Road, o Pai (e condutor oficial) esfregou as mãos de contente e apontou a nossa autocaravana 4x4 à Estrada 939 (Passo de Öxi). Este desfiladeiro de montanha em terra batida é um atalho íngreme e sinuoso que nos poupou quase uma hora de viagem. Graças à tração do nosso veículo, a subida fez-se sem suores frios, presenteando-nos com vistas selvagens sobre vales e cascatas completamente desertas.
A descida devolveu-nos à civilização em Egilsstaðir, a "capital" do leste. Foi o momento crítico do dia: atestar o depósito de gasóleo e fazer uma visita estratégica aos supermercados Bónus para reforçar a nossa despensa sobre rodas antes de enfrentarmos o interior desolado.
As Colunas de Stuðlagil (Sem Caminhadas Loucas)
Com os mantimentos garantidos, entrámos no planalto árido e virámos para a estrada 923. O objetivo? O deslumbrante Desfiladeiro de Stuðlagil. Recordando a nossa exaustiva caminhada do avião no Dia 3, usámos a inteligência (e, mais uma vez, o 4x4) para ir pelo lado Este (Klaustursel). A estrada de terra é mais acidentada, mas permitiu-nos conduzir muito mais perto da descida para o desfiladeiro. As imponentes colunas de basalto geométricas a contrastar com o rio glaciar de um azul-turquesa irreal garantiram algumas das melhores fotografias de toda a viagem!
A Chegada a Marte (Hverir)
A condução pelo planalto de Möðrudalsöræfi pareceu literalmente uma travessia por outro planeta, até aterrarmos na porta de entrada do Lago Mývatn: a zona geotermal de Hverir.
Sair do carro aqui é um choque para os sentidos. A paisagem é marciana, pintada em tons de laranja e ocre, cheia de fumarolas ativas, caldeiras de lama cinzenta a ferver e depósitos de enxofre a fumegar. A nossa Escuteira, sempre pronta para explorar os terrenos mais agrestes, adorou a experiência. O único "problema"? O cheiro intenso a ovos podres espalhado pelo ar! Com os narizes tapados mas os olhos maravilhados, terminámos mais um dia de sucesso. O norte da Islândia não brinca em serviço!