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Rodas, Patas e Malas

Como tirar partido do nosso 4x4 no norte selvagem e relaxar em águas termais à beira do Ártico.

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Capa da viagem

🐉 A Rota dos Trolls, Piscinas Infinitas e o Dragão de Pedra

📅 6 de Setembro de 2026

A grande vantagem de sermos donos e senhores do nosso próprio itinerário é a flexibilidade. Como redesenhámos a rota para não termos de fazer a longa (e exaustiva) descida até Borgarnes de uma só vez, o nosso Dia 7 amanheceu em Akureyri com uma promessa maravilhosa: tínhamos tempo para abrandar o ritmo e explorar a costa norte sem pressas.

A Península dos Trolls e o Banho Ártico

Saímos de Akureyri pela cénica Estrada 76/82 em direção à Península de Tröllaskagi (A Península dos Trolls). A condução aqui não é para corações fracos: a estrada de montanha está literalmente esculpida na falésia, oferecendo vistas absurdas, vertiginosas e diretas para o gélido Oceano Ártico. Chegar à pitoresca e colorida vila piscatória de Siglufjörður é como entrar num postal nórdico dos anos 50.

Mas a verdadeira recompensa da manhã estava uns quilómetros mais a sul. Ao descermos a costa, parámos em Hofsós. Esta pequena vila esconde um dos grandes tesouros da Islândia: uma piscina termal infinita construída quase em cima da falésia. Estar mergulhado em água a 38 graus enquanto a borda da piscina se funde visualmente com o oceano gelado e as ilhas ao fundo é uma experiência inacreditável. O nosso Filho Mais Velho e a nossa Escuteira agradeceram profundamente este momento para relaxar os músculos depois de tantos dias de trilhos e caminhadas intermináveis.

🚙 A Vantagem do 4x4: Kolugljúfur

Já com a alma lavada e quentinha, voltámos à estrada e decidimos colocar o nosso carro-hotel à prova. Saímos do conforto do alcatrão e metemo-nos pela estrada de gravilha 715. Enquanto os carros ligeiros normais sofrem a cada buraco, o nosso 4x4 devorou o terreno até darmos de caras com o Desfiladeiro de Kolugljúfur. Rasgado por um rio vigoroso que culmina na impressionante cascata de Kolufossar, este é um daqueles locais selvagens e com muito menos turistas, exatamente porque o acesso exige um veículo com estofo para a aventura.

O Dragão de Pedra e as Focas

A tarde estava reservada para a vida selvagem e geologia bizarra. Apanhámos a poeirenta estrada de terra 711 até à península de Vatnsnes. Quando chegámos à praia de areia negra, lá estava ele: o Hvítserkur. É um monólito colossal de basalto com 15 metros de altura que irrompe do mar e que, dependendo do ângulo (e da imaginação), parece um gigantesco dragão a beber água do oceano.

Como se a pedra gigante não bastasse, a área é famosa pelas colónias de focas que descansam na costa. Passámos um bom bocado em silêncio a observar estes animais no seu habitat natural. Por um momento, lembrámo-nos do nosso felino lá em casa... se o Rei Laranja visse o tamanho destes "peixes", perdia a pose aristocrática num instante!

Com o sol a começar a baixar, conduzimos até ao parque de campismo de Hvammstangi. Cortámos o cansaço da condução e ficámos estrategicamente posicionados para, amanhã, darmos o grande salto para a Península de Snæfellsnes e fecharmos a nossa viagem em grande. A Islândia continua a não desiludir!

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